Fim de recesso suíno
Agosto 15, 2009Jesus, chicoteia a Beata! O recesso se foi e mal reparei, graças a bons acontecimentos cristãos na minha vidinha pacata, os quais me levaram os dias, esticaram as noites… Que bonito. Tô feliz.
E só pro post não ficar sem sal, voilà uma imagem que o Raviolo passou (um bom resumo de mais de um ano de conversas).

Autoexplicativa.
Não sei andar de bicicleta
Agosto 10, 2009Sabem de uma coisa? Eu não sei andar de bicicleta. Juro.
Andar, andar, até consigo, desde que não acenem pra mim na rua, porque se eu soltar uma mão do guidão, já era. Também não consigo fazer curvas muito fechadas sem gritar ou cair, muito menos agüentar subidas com minhas pernocas roliças.
A primeira vez que saí na rua de bicicleta foi com minha querida irmã, Nádia, a esportista. Devia ter uns… Sete, seis anos, não me lembro. Estávamos comentando sobre isso ontem. Trombei em vááários carros parados, me ralei toda, e depois tentei encobrir as provas passando maquiagem na perna. Minha irmã, desde então, não me tirou de casa numa bicicleta por dez anos, ou seja, até alguns meses atrás. Disse que não queria se responsabilizar por minha morte prematura. Eu também não fiz muita questão, bicicleta me dá ~~PÂNICO~~.
Pedalamos ontem, domingo de dia dos pais. Fomos até um canto da cidade ver casas bonitas e assim se passou uma hora. A volta foi terrível, terrível, minha pressão sempre vai lá embaixo e sinto enjôo. Minha bunda ainda tá doendo; as pernocas, não. Me questionei quanto à bunda do Chico Rojão ou do meu ator favorito. A bunda de vocês não dói? Pelamor, hein.
Tenho mais uma semana de recesso-gripe-suína para andar de bicicleta, mas meus planos se resumem a aprender a fazer coxinhas cremosas de frango. Se me dessem mais semanas, juro que faria planos melhores. Um filme, por exemplo. Agora não dá mais, já que quase todo mundo aqui na cidade tá em aula e eu só tenho que acordar cedo para levar choque nos músculos cervicais a alguns quarteirões de casa. Ah, além de tudo, a moça que me dá choque disse que sou tensa. Tensa.
Preferiria ouvir que sou intensa, mas ela não achou uma boa idéia e enfiou o fiozinho de choque no meu nariz. Agora estou sangrando por lugares que nem conhecia (frase do Zé). Acho que preciso de mais medicamentos.
Ontem, fui até Votuporanga com minha irmã esportista para beber na Cachaçaria Água Doce. Eu sei que o nome é o inverso, não impliquem. O que importa é que não posso ingerir álcool por causa dum remédio pra gargantas ferradas, então o esquema foi tomar o remédio depois, junto com o relaxante muscular. O nome do remédio é Astro, aliás. Pois é.
Mesmo com remédio, tive uma crise de tosse na cachaçaria. Eu dizia “Nádia, vou vomitar, socorr-”, e ela tentava disfarçar porque todo mundo tava olhando preocupado com minha crise de dez minutos, principalmente a grávida ao lado, acho que pensando em gripe suína. Depois de conseguirmos pedir uma garrafinha d’água em nome de Jesus, tomei um antialérgico com a promessa de que a garganta não coçaria mais. Fiquei me pergutando se era remedinho psicológico, como os pra crianças que só saram se forem inteligentes, embora a Nádia tenha dito que não era o caso. Funcionou, pelo menos.
Tudo isso fez com que eu me emocionasse e criasse um Twitter, a mando de um dos velhos que jogam cartas com meu avô. Não tinha feito antes porque sou uma pessoa extremamente sem graça e não teria o que escrever. Agora que vi que todo mundo é sem graça também, liguei o foda-se, o mesmo foda-se que me faz postar esse texto nada a ver. Ai, ai, são tantas emoções…
Quando a Beata crescer
Julho 25, 2009
Não sei se isso era normal, mas sempre que eu entrava em alguma banca de jornal, voltava a atenção a um cantinho lotado por livretos intitulados Sabrina, Julia, Bianca, entre outros nomes femininos e sugestivos. A capa? Uma mulher enrolada em algum macho, certamente. Só que minha inocência, isso eu juro, haha, não falhou dessas vezes e nunca me permitiu imaginar o que haveria lá dentro. Também nunca tive coragem de tocá-los. Todo mundo evitava os livretos, não? Então, por algum motivo, talvez por acharem brega, eu também deveria evitar demonstrar meu interesse.
Aí a Beata “cresceu” (as aspas desconsideram a altura, falou?). Passeando por aí com o Nordicus Barbarius e meu Avô, que hoje se encontram juntos, paramos em uma banca de jornal chique de esquina. Lá estavam Sabrina, Julia e outras sedutoras. Ah, amigos, dessa vez não passou: peguei um deles e comecei a ler em voz alta pro nórdico e pro Vô. O nórdico aprovou e revezamos leituras, para o provável descontentamento do dono da banca. O Vô não deu muita bola e foi ver as moças das revistas que ficam em cima para que as crianças não alcancem (né, Vô?).
Surpresos? De três trechos lidos, três descreviam uma cena de séquisso. Essa era a proporção. Juro que me decepcionei um pouco, mas, pensando bem, já imaginava algo assim (pensei, por exemplo, que não seria conveniente lê-los no sebo enquanto uma velhinha me encarava). Uma coisa salvou meu dia, pelo menos, e foi o primeiro livro descrever um umbigo como (pasmem) “aquele lindo orifício no meio de seu ser“. Fala se essa não é fenomenal? E olhem que nem era o orifício mais interessante da estória!
Outra coisa que me instigou foi uma idéia mirabolante. Meio que um plano de vida. Esses livros devem fazer sucesso, não? Procurando com o Chico Rojão, encontrei um blog sobre eles que conta com 75 seguidores (creio que seguidoras). Então minha mente suja e criadora e inconveniente pensou: Beata, imagine uma editora ferrada que publicasse livros como esse, só que com temas yaoi ou yuri? Ah, seria tããão legal! Óbvio que seriam estórias melhores. Acho.
Não tem jeito, gente. Se continuar nessas, tenho tudo pra ser pobre.
Nota: não, não curto esse tipo de leitura. Prefiro o santificado yaoi.
Tô bege
Julho 21, 2009
“Quem entra em grandes livrarias de todo o país e é atraído por títulos clássicos -em geral de obras antigas, sob domínio público-, nem imagina que pode estar comprando gato por lebre. Traduções plagiadas são vendidas sem cerimônia por editoras conhecidas nacionalmente, sob pseudônimos falsos ou atribuição errônea.
Um dos casos mais conhecidos no meio editorial agora virou caso de polícia. A pedido do Ministério Público Estadual, a polícia instaurou na última sexta-feira um inquérito contra a editora Martin Claret, por violação de direitos autorais.
Mais em Observatório da Imprensa, por Marcos Strecker.
Encontrado em www.diggs.com.br.
Final não!
Julho 21, 2009A primeira promessa que fiz no final das aulas de junho foi não ficar sozinha. No ano passado, me isolei no computador com amigos distantes e passei o mês numa melancolia medonha, ocupando meus dias com absolutamente nada e sentindo um vazio gigante. No início de agosto, então, consegui me sentir ainda pior. Não sei se foi consequência direta, mas foram noites e noites de choro desesperado e vontade de voltar pra casa. Portanto, esse ano tinha que ser diferente.
Eis que estou na última semana de férias. A promessa vinha sendo bem cumprida, senti-me radiante durante todo o mês. Cozinhei, desenhei, li, saí, domi… Acho que, com exceção de escrever, todas as pequenas promessas foram realizadas. Então a Bia foi viajar, o fim foi se aproximando e eu tô me isolando outra vez. Não que as pessoas me isolem; eu sou quem faz isso. Ligo o PC, que me irrita, dificilmente saio do quarto e não olho nos olhos de quem converso. Ah, e brigo com todo mundo.
A única solução é as férias pararem de acabar. Tem como?
O problema da Beata
Julho 15, 2009O Guilhermaugusto é um safado. Fez uma pobre beata prometer ligar pra ele nessas férias assim que o malandro voltasse para a cidadela onde viviam. Chico Rojão, então, em uma entrada triunfal, lembrou-lhe que o celular de Guilhermaugusto havia sido roubado alguns meses antes.
E agora, o que a Beata pode fazer?
Minhas férias
Julho 12, 2009Minhas férias já estão na metade e estou razoavelmente feliz por ser sugada pela inércia, pelo nada, por minha casa. Do que eu chamava Vitórias de Férias, a mais importante era perder a noção dos dias. Perdi, recentemente, a dos dias do mês e da semana. Como é que se esquece o dia da semana? Isso é maravilhoso.
No começo, passei algum tempo cozinhando, como havia planejado. Então, todo mundo em casa começou a engordar, inclusive eu. Aí tive de parar com os doces e massas. Isso porque em casa temos uma forte comunhão alimentícia: todos devem experimentar o que é preparado em nossa cozinha. Também, ninguém resiste a bolos exóticos, tortinhas e massa caseira de macarrão.
Ah, cheguei a botar corante alimentício na massa, recentemente. Ficou estranha; verde e vermelha quando crua, rosa e azul-bebê quando cozida. Desbotou durante o cozimento e a água da panela ficou roxa. Muito estranho. O Rodrigo me ajudou numa parte do preparo e comeu, depois.
Sinceramente, não senti prazer em comer macarrão colorido. Parece que aquela corzinha amarela do ovo estimula o apetite, fazendo com que fique boa até pura, só com o leve sabor da margarina que sempre coloco antes de servir separada do molho, pra ela não grudar.
Ah, mesmo assim, pretendo fazer pizza amanhã. O preparo da massa é bem mais simples, fora que reencontrei a receita anotada há menos de uma semana. E olha que estamos todos de regime. Droga de regime.
Junto com o caderno onde a receita se encontra, um com uma foto da Clarice Lispector na capa, recebido graças a uma excursão ao Museu da Língua Portuguesa uns anos atrás, reencontrei meu caderno de rascunhos da oitava série, antes do inferninho pré-vestibular ou mesmo da minha mudança de cidade. Foi iniciado e finalizado no mesmo ano, apesar de trazer uns cantos com anotações do primeiro ano do médio. Descobri que escrevia bem, sabe? Tinha mais espontaneidade do que hoje em dia. E as histórias yaoi são, em boa parte, boas. Sim, boas. Perdi dois anos de escritora virtual de yaoi achando que não conseguiria nunca me satisfazer.
Depois disso, decidi voltar a tentar escrever. Aproveitando o resto das férias pra imergir um pouco no isolamento de anos atrás, aceitei ler um dos livros favoritos do Rodrigo. Foi uma noite em claro e metade devorado. Agora, faz dois dias que não tenho coragem de continuar. Não pela leitura em si, mas porque já sei um fato decepcionante do enredo (malditos traileres, malditos) e cada vez que paro de ler, é como se voltar à leitura fosse desejar a frustração que vou ter ao chegar naquela parte. É isso que me desanima a ver filmes, também, mesmo sabendo que não vou conseguir parar quando começar a ler o livro ou ver o filme por serem bons. Estranho?
O livro é Reparação, base do filme Desejo e Reparação. Por que raios todos os nomes de filme devem começar por “Desejo” ou terminar em “da Paixão” , “da Pesada” e “Muito Louco” aqui no amado Brasil? Adoro isso, hahaha, mentira.
O próximo passo é conseguir escrever. Tenho fé, ainda — o Word tá até aberto.
Rezem por mim, amiguinhos.
Fim.
Pausa pra um comentário aleatório
Junho 30, 2009Estava jantando cachorro-quente, quando o Jornal Nacional trouxe a Sessão Michael Jackson ao ar. Fotos do último ensaio (triste), especulações quanto à razão da morte… Enfim, a revolta veio quando mostraram o pronunciamento da família.
Seriamente falando, a família Jackson tá fazendo um papel extremamente filho-da-puta ao se aproveitar de forma tão clara da morte do cantor. O pai aproveitar pra anunciar a abertura de uma nova gravadora enquanto falava da morte do filho foi ridículo. Depois, vem a velha pegando a guarda dos netos e “todos os bens, pra ajudar na criação dos garotos”. Não dá pra disfarçar o cagando-e-andando?
Deveria ter regurgitado em mim mesma quando o primeiro garoto teoricamente molestado por ele contou que a história de estupro era mentira. Só 20 milhões de dólares.
Tô puta, tô puta.
Beata e a escolha de xampu
Junho 28, 2009Supermercado é local de reflexão, garela. Beata que o diga. Quando se vive só, mas não se faz as próprias compras por motivos familiares, o local se torna útil em emergências como “é hora do almoço, tô em jejum e não quero comer fora”. Pode ser, também, no “aicaralho, menstruei e não tenho absorventes” ou mesmo “tem visita em casa e preciso fingir que como bem”. Então, chego aos supermercados com listinha mental de compras e disposição pra refletir porque: um, sou indecisa, e dois, não tenho capacidade para manter confiantemente uma lista mental de compras.
Eis que surge o dia de comprar xampu.
Depois de tomates, a técnica mais complicada de escolha é a de xampu. Pense bem: são incontáveis prateleiras abarrotadas de vidrinhos coloridos. Alguns dizem que eu valho muito; outros, que eu mereço. Acho que deveriam ir mais a fundo e dizer “Beata, teu cabelo tá um regaço. Compra-me e resolveremos a pauladas, puta” e pronto, comprá-lo-ia. Mas não: escolhem a sutil mesmice para que você fique confuso e comece a… Refletir!
Portanto, desenvolvi uma técnica fabulosa: Como Escolher Xampu em 3 Passos, em ordem crescente de importância. Comparando três exemplares cujas marcas não serão reveladas, descobriremos qual combina mais com seu estilo e vibe. Mesmo que seja um tutorial padronizado, não se preocupe: seu estilo e vibe provavelmente são os mesmos que de toda a sua família, turma, cidade, região, geração etc.
Voilà:
1. Veja quantas são as promessas na parte da frente da embalagem
Você vai levar apenas um xampu, de qualquer forma. Nesse caso, é bom verificar quanto ele pode fazer por você. Por que levar um xampu que te deixa mais bela durante todo o dia se há o que te deixa mais bela durante cinco dias, mesmo que você não demore tudo isso pra tomar outro banho?
2. Veja quantas palavras são desconhecidas ou soam como neologismos na parte de trás do pote
É importante perceber que palavras desconhecidas tornam o poder do xampu mais místico. Quanto menos conhecido for o processo, maiores são as chances de que ele faça algo além de servir pra dar banho no gato.
Essa talvez seja a avaliação mais subjetiva, pois serão julgadas palavras que a Beata não conhece. As melhores estarão em negrito.
3. Veja quantas são as palavras indígenas
Se você é in, sabe muito bem que a moda agora é o natural. Mesmo que meio Brasil só se lembre de Amazônia, Pantanal e Mata Atlântica quando sente o nacionalismo inflamado pelas denúncias de desmatamento no Jornal Nacional, ainda considera o Tupi como a última moda. Portanto, se seu xampu for composto de Cupuaçu, Mumuaçu, Jaborandi, Mandioca, Pirarucu, Piracicaba, Votuporanga… Meu, ‘cê vai estar no que chamaríamos de Círculo seleto dos que sabem o que é in.
Agora, os concorrentes. A primeira parte é o que se encontra na face frontal. Depois, vem o que está atrás.
Xampu 1 – “Shampoo energizante. Cabelos mais limpos por mais tempo. Leveza e brilho, sensação duradoura de cabelos recém-lavados. Cabelos normais que ficam oleosos ao longo do dia.”
Ótimas promessas, queridos. Invistam nesse tipo.
Xampu 2 – “Shampoo para todos os tipos de cabelos. Nutre e intensifica o brilho. Leite & mel + própolis + vitamina BS. Sem sal, pH 7,0.”
Leite, mel, vitaminas… As promessas são fracas diante do primeiro concorrente, mas prioriza o natural. Lembre-se de que o natural éin.
Xampu 3 – ”Reduz o volume e define os cachos. Extratos da Amazônia. Açaí e Cupuaçu. Shampoo Hidratante.”
Viu as palavras indígenas? Viu? Esse é dos bons! Infelizmente, suas promessas são terríveis, mas você pode disfaçar sendo in ao trocar o incerto pelo certo, ou seja, pelos bichinhos que você salvaria ao se lembrar da natureza e dos pandas da Amazônia.
Parte de trás, excluindo o modo de usar:
Xampu 1 - ” XY mantêm por muito mais tempo a sensação de cabelos recém lavados. Com a poluição e as condições de vida moderna, seus cabelos têm tendência a ficar sujos e oleosos rapidamente. Inovação dos Laboratórios XX, o shampoo XY retarda esse efeito mantendo seus cabelos limpos e leves por muito mais tempo. A fórmula inovadora de E=MC² purifica e cria uma película que uniformiza a superfície da fibra capilar de forma que ela acumule menos impurezas. Resultados: leveza e brilho, sensação duradoura de cabelos recém-lavados. Seus cabelos ficam mais limpos, por mais tempo. Repletos de energia”
A Beata descartaria esse Xampu pecador após tal leitura maçante. Nenhuma palavra desconhecida, nenhum termo indígena, nada amazônico. Se você gostou do Xampu 1, pegue papel e caneta e faça as contas de quantos animaizinhos morreram durante sua leitura. Contou? Pois sofra. Grandes promessas, pouco conteúdo. Fora.
Xampu 2 - “Lava suavemente sem agredir, retirando as sujidades que opacificam o brilho. A ação de seus ativos favorece a nutrição dos fios.”
“Sujidades”, seguido de “opacificam”, apareceu em um texto de apenas duas frases. A proporção tamanho/conteúdo salva esse concorrente. Só uma coisa, fabricantes de xampu: onde entra a Mãe-Natureza amiga? Reflitam.
Xampu 3 - “Indicado para cabelos cacheados e volumosos, o Shampoo Hidratante é formulado a partir de extratos de frutas daAmazônia. Rico em nutrientes e com alto poder de hidratação e nutrição, graças a sinergia de poliquatérnios catiônicos e silicones que proporcionam a redução do fly away, aumenta a penteabilidade dos fios úmidos e secos, promovendo maior brilho e maciez.
Agentes ativos
Extrato de Cupuaçu: proporciona a manutenção da umidade natural dos fios. Suaviza as cutículas promovendo maior penteabilidade e maciez aos cabelos.”
Extrato de Açaí: rico em vitaminas, açúcares essenciais,bioflavonoides antioxidantes e óleos emolientes. Apresenta propriedades nutriente e protetoras, além de tonificar o couro cabeludo.”
Beata sendo franca: esse é o texto de embalagem mais orgasmático que já li.
O que raios seria sinergia? Provavelmente, algum tipo de energia sideral, concentrando a força do cosmo em volta de seus fio, fechando suas escamas e impedindo a penetração de impurezas.
Poliquatérnios… Poli, muitos; quat, quatro; térnios, Ternos, deusa romana da Ternura. Ternos era conhecida por ter quatro faces — as quatro faces da ternura — e poliquatérnios é a magia quádrupa de Ternos muitas, ou seja, poli vezes, trazendo maciez e penteabilidade aos fios.
O fly away deve ser queda de fios. Seu fio cai e fly away. Vê? O Xampu também evita queda, justamente através dos bioflavonóides. Flav- de fly away, para os menos entendidos.
Óleos emolientes, nem preciso explicar, né? Afinal, todos sabemos que tipo de óleo os ouvintes de emocore passam no cabelo. É bom evitá-lo, portanto.
Depois de uma pesquisa minuciosa sustentada pelo conhecimento profundo de alguém que é prático ao buscar os que realmente atuam em seu couro cabeludo, místico ao procurar as forças do cosmo e in ao se preocupar com a natureza e com os bichinhos, Beata lança sua decisão.
Obviamente, Xampu 3. Não há discussões sobre sua supremacia no mercado de xampu. Assim se encerrou a reflexão de supermercado. Pude fechar minha listinha de compras mental e brigar com a moça capet bem-humorada do caixa pela Nota Fiscal Paulista, atrasando a vida dos outros consumidores ao ser uma cidadã burguesam politicamente correta.
Espero que o tutorial da vez tenha sido útil, caros cordeirinhos do Senhor. A partir de agora, quero ver os caracóis de seus cabelos decentemente tratados, certo?
Passem bem.

Escrito por caqui
Escrito por caqui
Escrito por caqui 