

Pra fingir que ainda estou viva, vou postar outro desenho. É a Sra. Griffin, personagem de O Ladrão da Eternidade, do Clive Barker. Também é um “ooolha o que eu li!”. O magavinífico livro é do Zé, e acho que todo mundo deveria ler. Além disso, me faz pensar sobre o que falta na literatura infantil brasileira. Não que seja ruim, mas não vejo destaques. Dá a impressão de que tudo se torna uma infinita massa de historietas afundadas em meias-palavras. Pronto, falei.
O traço do artista é simplesmente inspirador. Cada personagem tem uma caracterização marcante e cada cena, suas cores próprias. Alguns aspectos são explicados no final do livro, num espaço reservado ao ilustrador. A Sra. Griffin, por exemplo, feita basicamente por cabeça e mão (não dá pra ver no meu desenho, mas o corpo é looongo e fino), é inspirada em uma marionete.
Ops. Spoiler. Parei.
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Sim, imagino que ver desenhos seja ainda mais desinteressante do que ler sobre uma vida santa, mas ando sem ter muito o que dizer. Nos últimos finais de semana, fui completamente absorvida por The Sims e comida. Pra piorar, faz duas semanas que não estudo. Acho que logo, logo vou ser absorvida pelo Nada.
Terça retrasada e quarta passada foram dias de prova. Isso me foi desculpa pra não estudar no restante das duas semanas, e uma pontada de desespero tá querendo aparecer. Sério, não aguento mais! Tava seguindo a rotina de estudo já fazia cinco meses… É demais pra minha vida preguiçosa e passiva (e devota). Meus planos são estudar pelo menos nessa última semana de aula e na próxima, é claro, por ser semana de provas. Depois, adivinhem: beata sai de férias!
Na quarta, pela noite, visitei o Projeto Mecenas, mostra de arquitetura, design e paisagismo de São José do Rio Preto. Tava frio pra caramba, e Bárbara e Beata acabaram chegando quando Maria Clara, Guilherme e Kauê estavam de saída. Tudo bem, ficamos só nós duas.
Bárbara logo reclamou que a casa era pequena (era mesmo!), e nossa primeira glória foi encontrar o banheiro. Havia espaços realmente interessantes, mas também trabalhos péssimos. Havia um que era quase exposição de uma só loja! O patrocinador só faltou oferecer o nome rabiscado sobre o nome do arquiteto.
Conversamos com quase todo o pessoal que tava auxiliando. Eram estudantes de arquitetura, do primeiro ao último ano, que sabiam coisa ou outra sobre o trabalho. O assunto, na verdade, nem foram as propostas: foi o curso de arquitetura. Já faz eras que enrolo na hora de pesquisar sobre e achei que seria uma chance válida.
Também descobri que o que se via por ali, basicamente Design de interiores, era assunto de pós, como arquitetos não são necessariamente designers. Daí fiquei me questionando sobre os limites entre Engenharia civil e Arquitetura. Pra alguém que parte pra essa parte técnica e estrutural, não seria mais interessante Engenharia? Enfim, confusões de ignorância. Um dia, hei de pesquisar melhor.
Também tinha gente do SENAC. Passamos um bom tempo conversando com a representante. A parte deles foi uma fusão entre o pessoal do curso de Design de interiores, Moda e Maquilagem. Promoveram um desfile no primeiro dia, inclusive. A decoração consistia em alguns modelitos, pinturas na parede e uma maquina de costura luxuosamente antiga. Achei a proposta interessante (principalmente quanto à interação entre cursos), mas de estética fraca. E é uma opinião de interessada, certo? Não de entendedora.
Tinha muito mais coisa, destaque pro banheiro do quarto dos netos (xeeente, uma pia baixa, de quinas arredondadas e coberta por pastilhas verdes linda!) e pra suíte master. Soube que a casa é “emprestada” pra mostra e a dona fica com parte do que é reformado (a pia linda, por exemplo, não sai). Nos fundos, tinha música e comida. Não jantamos, já que não pagamos por isso na entrada. Ainda bem, porque tinha cheiro de comida pra cachorro, sério.
Não ficamos muito, a mostra era meeesmo pequena. Senti um leve preconceito com a nossa condição de estudantes do Ensino Médio mal vestidas, apesar de alunos do Seta terem desconto. Desconto não é uma espécie de convite? É, talvez não. Não importou: fomos intrometidas e sorridentes.
Tsc.
Escrito por Naira 