Frio e Projeto Mecenas

junho 7, 2009

Sra. Griffin

Pra fingir que ainda estou viva, vou postar outro desenho. É a Sra. Griffin, personagem de O Ladrão da Eternidade, do Clive Barker. Também é um “ooolha o que eu li!”. O magavinífico livro é do, e acho que todo mundo deveria ler. Além disso, me faz pensar sobre o que falta na literatura infantil brasileira. Não que seja ruim, mas não vejo destaques. Dá a impressão de que tudo se torna uma infinita massa de historietas afundadas em meias-palavras. Pronto, falei.

O traço do artista é simplesmente inspirador. Cada personagem tem uma caracterização marcante e cada cena, suas cores próprias. Alguns aspectos são explicados no final do livro, num espaço reservado ao ilustrador. A Sra. Griffin, por exemplo, feita basicamente por cabeça e mão (não dá pra ver no meu desenho, mas o corpo é looongo e fino), é inspirada em uma marionete.
Ops. Spoiler. Parei.

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Sim, imagino que ver desenhos seja ainda mais desinteressante do que ler sobre uma vida santa, mas ando sem ter muito o que dizer. Nos últimos finais de semana, fui completamente absorvida por The Sims e comida. Pra piorar, faz duas semanas que não estudo. Acho que logo, logo vou ser absorvida pelo Nada.

Terça retrasada e quarta passada foram dias de prova. Isso me foi desculpa pra não estudar no restante das duas semanas, e uma pontada de desespero tá querendo aparecer. Sério, não aguento mais! Tava seguindo a rotina de estudo já fazia cinco meses… É demais pra minha vida preguiçosa e passiva (e devota). Meus planos são estudar pelo menos nessa última semana de aula e na próxima, é claro, por ser semana de provas. Depois, adivinhem: beata sai de férias!

Na quarta, pela noite, visitei o Projeto Mecenas, mostra de arquitetura, design e paisagismo de São José do Rio Preto.  Tava frio pra caramba, e Bárbara e Beata acabaram chegando quando Maria Clara, Guilherme e Kauê estavam de saída. Tudo bem, ficamos só nós duas.
Bárbara logo reclamou que a casa era pequena (era mesmo!), e nossa primeira glória foi encontrar o banheiro. Havia espaços realmente interessantes, mas também trabalhos péssimos. Havia um que era quase exposição de uma só loja! O patrocinador só faltou oferecer o nome rabiscado sobre o nome do arquiteto.

Conversamos com quase todo o pessoal que tava auxiliando. Eram estudantes de arquitetura, do primeiro ao último ano, que sabiam coisa ou outra sobre o trabalho. O assunto, na verdade, nem foram as propostas: foi o curso de arquitetura. Já faz eras que enrolo na hora de pesquisar sobre e achei que seria uma chance válida.
Também descobri que o que se via por ali, basicamente Design de interiores, era assunto de pós, como arquitetos não são necessariamente designers. Daí fiquei me questionando sobre os limites entre Engenharia civil e Arquitetura. Pra alguém que parte pra essa parte técnica e estrutural, não seria mais interessante Engenharia? Enfim, confusões de ignorância. Um dia, hei de pesquisar melhor.
Também tinha gente do SENAC. Passamos um bom tempo conversando com a representante. A parte deles foi uma fusão entre o pessoal do curso de Design de interiores, Moda e Maquilagem. Promoveram  um desfile no primeiro dia, inclusive. A decoração consistia em alguns modelitos, pinturas na parede e uma maquina de costura luxuosamente antiga. Achei a proposta interessante (principalmente quanto à interação entre cursos), mas de estética fraca. E é  uma opinião de interessada, certo? Não de entendedora.
Tinha muito mais coisa, destaque pro banheiro do quarto dos netos (xeeente, uma pia baixa, de quinas arredondadas e coberta por pastilhas verdes linda!) e pra suíte master. Soube que a casa é “emprestada” pra mostra e a dona fica com parte do que é reformado (a pia linda, por exemplo, não sai). Nos fundos, tinha música e comida. Não jantamos, já que não pagamos por isso na entrada. Ainda bem, porque tinha cheiro de comida pra cachorro, sério.

Não ficamos muito, a mostra era meeesmo pequena. Senti um leve preconceito com a nossa condição de estudantes do Ensino Médio mal vestidas, apesar de alunos do Seta terem desconto. Desconto não é uma espécie de convite? É, talvez não. Não importou: fomos intrometidas e sorridentes.

Tsc.


Um desenho

abril 18, 2009

Cordeirinhos, vamos às novidades:

A história do tomate havia acontecido na terça-feira, antes da sexta-feira da paixão. Após o feriado prolongado, la beata chegou feliz com uma sacolinha de tomates na pensão, achando que seria a semana mais sacra de sua vida alimentar.
Segunda-feira… Deu. Comi tomate, cortei bonitinho, fiz um prato até agradável. Terça-feira, um deles já estava podre (comi os outros) e aquilo me deu uma sensação de intoxicação alimentar e agonia e AIMEUDEUSnãoaguentomaistomatenojinhobotasalnessam… Aí comi uns três e pedi um chinainbox padrão, que foi devorado em poucos minutos. Amém.

NÃO, eu NÃO TÔ FICANDO LOUCA. Já larguei as ideias do tomate. 

Escaneei um desenho aleatório aqui, de quando meu caderno de desenho ainda não havia sido invadido por contas e resumos de escola. Olha, não sei colorir, tá mal escaneada, o pescoço do da esquerda tá gigantesco, a mão do da direita tá desproporcionalmente pequena, a boina tá estranha e etc etc etc, MAS ainda gosto desse desenho inacabado.

 

Sim, são dois homens.


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