Sapatos

março 29, 2009

 

Meus bons amiguinhos: se Jesus Cristo não usasse sandálias de couro, humildemente feitas à mão, provavelmente escolheria entre um dos sapatos abaixo. Eu, pelo menos, escolheria; isso é, se eu fosse Jesus. Por que acabo de resumi-lo a sapatos, não sei.

A questão é que andei notando gostar bastante de sapatos. 
 Sempre foi a parte de vestuário pra qual menos liguei. Ou melhor, nunca fui muito boa em me importar com o que vestir, e sapato era a última coisa de coisas últimas. Logo, mal passava do all star básico (branco, preto e vermelho) e uma sandália preta que uso já deve fazer uns três anos. 
De uns tempos pra cá, porém, vim reparando no que aparecia no pé de pessoas aleatórias em shoppings ou mesmo de professores, na escola. E depois, na internet. E depois, vitrines. E agora,  me descubro postando imagens de sapatos que eu adoraria ter comigo (apesar de não ter coragem de gastar muito com isso).

Peguei modelos de apenas três marcas por falta de conhecimento, pesquisa e tempo. Voilà, amigos:

 

    O símbolo surgiu depois, com os Griggs.

 

Começou com Klaus Martens, médico alemão, machucando os pés enquanto escalava os Alpes da Bavária. Certo, soa doentio, mas foi isso que o levou o cara a modificar as botas do exército tornando-a mais confortáveis e resistentes, através de uma espécie de “almofada de ar” na sola. É, não consegui achar termo melhor. Em 1960, Martens e Herbert Funck (amigo engenheiro, ajudou no desenvolvimento das botas) juntaram-se a Bill Griggs, cuja família produzia calçados desde o início do século, e o produto entrou na Inglaterra sob pequenas modificações.
Inicialmente, foi popular entre carteiros, trabalhadores de fábricas, donas de casa; aí vieram os skinheads e, posteriormente, fãs do grunge. Hoje, tudo é pop. Quem quiser saber mais, achei o texto da Wikipédia em Inglês mais interessante do que a do site oficial. Fica a critério do leitor.
As botas são caras, mas estilosíssimas e resistentes. Vale a pena pelo menos passar vontade.
O modelo que mais me atraiu foi o 1460 8 Eyeboot. Esses são femininos; existem em várias cores chamativas (sim, achei o máximo) e saíram alguns são estampados,  mas ficaram breguinhas e tiraram o impacto da bota. Qualquer curiosidade, o nome da marca tá linkado com o site oficial inglês.

1460 8 Eye Boot1460 8 Eyeboot (roxo)1460 8 Eyeboot (amarelo)

Além de botas, eles fazem sandálias, tamancos e sapatos. Tem vários modelos masculinos diferentes, também. Vi até botina. Enfim, dos sapatos, achei o Hourglass Amelia Mary Jane uma graça, bem basiquinho. Das sandálias e tamancos, não gostei.

Hourglass Amelia Mary Jane

    melissa1

A Melissa é uma linha surgida em 1979 da Grendene. Brasileira, claro. Teve o primeiro modelo, chamado Aranha (o de tiras, básico, um pouquinho diferente no calcanhar), inspirado nos sapatos utilizados por pescadores da Rivieira Francesa. Original, né?
O que achei mais interessante, juro que não imaginava, é que a linha vem criando coleções em parcerias com muita gente famosa, brasileira ou não, incluindo arquiteto, estilista, designer… Citando alguns: Alexandre Herchcovitch, irmãos Campana,  Romero Britto, Vivienne Westwood, Zara Hadid, Thierry Mugler (fiquei surpresa. Ele assinou o perfume Angel, xente!)… E não sei se tem outros que eu, megaleiga nesses assuntos, destacaria, porque não consegui acessar a página sobre parceiros no site oficial.
A bola da vez é Esther Mahlangu, sul-africana, que ilustrou uma edição limitada da Melissa com desenhos característicos da etnia Ndebele. Eis o sapato (achei lindo):

Afromania

Vale a pena pesquisar sobre a artista.

Os modelos que vou colocar aqui são da coleção Afromania. Ganhei um par da mamãe encontrado por acaso, e agora, pesquisando, tô achando a marca o máximo. É só conferir a lista de idiomas em que o site oficial está disponível, as propostas, por onde a marca já passou… Enfim, deixou a beata alegrinha, e olha que nunca tive muitas melissas.
Dos modelos que mais me agradaram, por ordem:

AshiaAdannaVivienne Westwood Anglomania + Three StrapsAshia Mágico de OzNight VNailah

 

Ultra Edge Doc Dog IVHarajuku III Secret Love V

 

Juro que tentei não exagerar no vermelho. O problema é que todos, nessa cor, ficavam tão mais bonitos! 
Acho que acabei ultrapassando o tamanho que queria no da Melissa, mesmo pegando só de uma coleção. Tinha muita coisa bonita, merecia um post único. Talvez posteriormente.

 

    allstar 

     Converse All Star

É claro que All Star não poderia faltar. Como disse, meus sapatos básicos foram um par de all star e um de melissa durante anos. Acho que cai superbem com vários tipos de roupa (minha opinião, de qualquer forma, não deve ser tomada tão a sério) e, de tão usado, qualquer cor bate com o que se usa.
A Converse Rubber Shoe Company é estadunidense.  Surgiu em 1908, fundada por Marquis M. Converse, e seu primeiro modelo voltado ao basquete (All Star) saiu em 1917. Só em 1921, porém, foi popularizado por Chuck Taylor, jogador de basquetebol, que adotou a marca como favorita e sugeriu melhorias na linha All Star. 
Após isso, a linha basicamente seguiu como sapatos utilizados pra basquete. Pelo menos até 62, existiam apenas as versões preta ou branca de cano médio. Acabou tornando-se símbolo de alguns movimentos, bandas ou, como alguns preferem, modismo.
Eu gosto.
Red™ 100 Cany PeepzRed™ 100 Cany Peepz
Cubist Print HiCubist Print HiCubist Print Hi
Amy Ruppel
Crowd Print OxCrowd Print Ox
Core HIOxHiSeasonal Hi
Teria todos esses, na devida ordem, se pudesse. Ah, confesso que gostaria de ter.
Os dados, retirei dos sites oficiais de cada linha e da Wikipédia. Só a história da Dr. Martens que foi baseada num texto do First Certificate Masterclass, da Oxford (um livro de Inglês, ou seja, informação desnecessária). Qualquer erro, incongruência ou seja lá o que for, me batam com um pedaço de pau.
 


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