Meus bons amiguinhos: se Jesus Cristo não usasse sandálias de couro, humildemente feitas à mão, provavelmente escolheria entre um dos sapatos abaixo. Eu, pelo menos, escolheria; isso é, se eu fosse Jesus. Por que acabo de resumi-lo a sapatos, não sei.
A questão é que andei notando gostar bastante de sapatos.
Sempre foi a parte de vestuário pra qual menos liguei. Ou melhor, nunca fui muito boa em me importar com o que vestir, e sapato era a última coisa de coisas últimas. Logo, mal passava do all star básico (branco, preto e vermelho) e uma sandália preta que uso já deve fazer uns três anos.
De uns tempos pra cá, porém, vim reparando no que aparecia no pé de pessoas aleatórias em shoppings ou mesmo de professores, na escola. E depois, na internet. E depois, vitrines. E agora, me descubro postando imagens de sapatos que eu adoraria ter comigo (apesar de não ter coragem de gastar muito com isso).
Peguei modelos de apenas três marcas por falta de conhecimento, pesquisa e tempo. Voilà, amigos:




Além de botas, eles fazem sandálias, tamancos e sapatos. Tem vários modelos masculinos diferentes, também. Vi até botina. Enfim, dos sapatos, achei o Hourglass Amelia Mary Jane uma graça, bem basiquinho. Das sandálias e tamancos, não gostei.

A Melissa é uma linha surgida em 1979 da Grendene. Brasileira, claro. Teve o primeiro modelo, chamado Aranha (o de tiras, básico, um pouquinho diferente no calcanhar), inspirado nos sapatos utilizados por pescadores da Rivieira Francesa. Original, né?
O que achei mais interessante, juro que não imaginava, é que a linha vem criando coleções em parcerias com muita gente famosa, brasileira ou não, incluindo arquiteto, estilista, designer… Citando alguns: Alexandre Herchcovitch, irmãos Campana, Romero Britto, Vivienne Westwood, Zara Hadid, Thierry Mugler (fiquei surpresa. Ele assinou o perfume Angel, xente!)… E não sei se tem outros que eu, megaleiga nesses assuntos, destacaria, porque não consegui acessar a página sobre parceiros no site oficial.
A bola da vez é Esther Mahlangu, sul-africana, que ilustrou uma edição limitada da Melissa com desenhos característicos da etnia Ndebele. Eis o sapato (achei lindo):

Vale a pena pesquisar sobre a artista.
Os modelos que vou colocar aqui são da coleção Afromania. Ganhei um par da mamãe encontrado por acaso, e agora, pesquisando, tô achando a marca o máximo. É só conferir a lista de idiomas em que o site oficial está disponível, as propostas, por onde a marca já passou… Enfim, deixou a beata alegrinha, e olha que nunca tive muitas melissas.
Dos modelos que mais me agradaram, por ordem:








Juro que tentei não exagerar no vermelho. O problema é que todos, nessa cor, ficavam tão mais bonitos!
Acho que acabei ultrapassando o tamanho que queria no da Melissa, mesmo pegando só de uma coleção. Tinha muita coisa bonita, merecia um post único. Talvez posteriormente.
Após isso, a linha basicamente seguiu como sapatos utilizados pra basquete. Pelo menos até 62, existiam apenas as versões preta ou branca de cano médio. Acabou tornando-se símbolo de alguns movimentos, bandas ou, como alguns preferem, modismo.
Eu gosto.













Escrito por Naira